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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013

Brado se ouve, perdido

Brado se ouve, perdido,

Em noite negra, de breu:

Cuidado, que é bronco e bruto!...

Brâmane, caído do céu…

 

Com vozes mansas e falas

Vai enganando o pagode,

Pois diz tudo quanto pode

Em cafés, salões e salas.

Dir-se-á: “Que não te calas?”

(num som bastante contido)

Pois é grande o respeitinho,

Vazio d' amor e carinho…

Em tom bastante sentido,

Brado se ouve, perdido…

 

Parece a história uma roda,

Vai girando sem parar…

Seja com pressa ou vagar,

O qu’ interessa é estar na moda

Nem que precise de poda.

A quem não seja co-réu

Custa a compreender:

Como se pode viver

Tão amorfo, tão incréu

Em noite negra, de breu?!?

 

Lançam-se aos olhos poeira,

Numa acção psicológica,

E bastante demagógica

Que não tem eira nem beira,

Nem é uma brincadeira.

Tem veneno muito fruto,

De cores lindas, atractivo,

Tentador, convidativo…

Mas tal como escorbuto,

Cuidado, que é bronco e bruto!...

 

Quem muito se julgará,

Tal qual pavão emproado,

Depressa fica embotado,

E perdido, ao deus dará,

Nessa cama que fará

No alto dum botaréu.

Aí dormirá melhor

Pr’a qualquer lado, a supor

Que é artista com troféu,

Brâmane, caído do céu…

 

                        ‘O Caldeira’, de Castelo Branco

sinto-me: apoquentado
música: requien
publicado por decordovanaturais às 22:38
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