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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019

Serei eu simples momento?

O homem só é grande quando consegue sentir-se pequeno face a Deus.

Esta sua pequenez pode ser medida pela intensidade da sua busca do Senhor e, normalmente, faz-se pela oração.

A oração pode ser de muitos modos: pela admiração das obras divinas na criação: pela visão de belas paisagens, ou na escuridão da nossa solidão; na audição de belas melodias, ou mesmo no silêncio de alguns momentos; no doce e no acre ou no macio e no agreste da nossa vida… Em tudo podemos sentir o odor de Deus mais ou menos longe de nós – conforme a nossa vontade de O encontrar.

Eu não sei rezar. Tento, às vezes, dizer-Lhe muitas coisas mas pouco tempo Lhe dou na escuta da Sua voz. Não Lhe dou tempo de antena por o gastar eu totalmente.

Por vezes preciso de parar e ver que tenho de me organizar. Mesmo nestes raros e curtos momentos que Lhe reservo. Dou muitas vezes comigo a distrair-me enquanto vou rezando maquinalmente… Será que o Senhor, mesmo assim, aceita esta minha intensão de estar com Ele?

Terei de fazer um esforço para cortar estas distracções logo no início, para me focar naquilo que pretendo fazer - ouvir o que Deus me quer dizer. Para isso preciso da Sua ajuda.

Senhor,

Que queres de mim?

Que eu queira ser mais do que parecer

Uma testemunha fiel do Teu Amor:

-na Família,

-no Trabalho,

-na Sociedade;

Um exemplo na acção, na dinamização e na exigência de uma Responsabilidade Social sincera e necessária.

Amen.

publicado por decordovanaturais às 12:43
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2019

Santa Sofia

Perguntava-me a minha Neta Francisca quem era Santa Sofia e eu, na ignorância 'chutei para o lado'.

Não sabia mas vou agora dizer pois fiquei maravilhado com o que descobri:

Terá vivido no princípio do século II e faleceu cerca do ano 130, quando Antíoco era Perfeito de Roma.Muito nova conheceu o Cristianismo que abraçou e testemunhou ao longo da vida.

Casou e teve três filhas que foram batizadas com os nomes de Fé, Esperança e Caridade. Seu Marido faleceu e ela teve de criar e educar as filhas sozinha.

Com as perseguições, queriam que ela abjurasse da sua fé pois era uma pessoa muito considerada na comunidade cristã. Como não a demoviam, resolveram torturar as Filhas à sua frente para a vergarem mas em vez disso os carrascos assistiram a uma Mãe que encorajou as Filhas a aceitarem as dores e oferecerem-se a Deus com alegria. Por isso todas três, como ela, são santas.

Os carrascos não a quizeram matar para a verem sofrer com saudades e remorsos das filhas mas ao invés, ela continuou encorajando outros cristãos a não desanimarem perante a morte. Tiraram-lhe todos os bens mas mesmo assim continuou dando um testemunho tal que largas centenas de pagãos se converteram pela sua fé inabalável, alicerçada no trabalho, na oração e no jejum.

Já idosa terá falecido silenciosamente junto à campa das Filhas e onde foi também sepultada.

Muitos milagres e curas de feridas na pele se devem à sua intercessão, tanto que estas Santas são veneradas desde os primórdios do Cristianismo, principalmente no Oriente e a maior basílica de Constantinopla era dedicada a Santa Sofia - Hagia Sofia - que quer dizer a Sabedoria de Deus. 

Tantas vezes que eu me envergonho de dar testemunho da minha fé...

Admiro a coragem dos cristãos perseguidos ainda hoje e agora percebo que de certeza Cristo lhes dá a força necessária nesta luta interior entre a negação a Jesus para salvar a vida e a certeza de ganhar a Vida deixando-se morrer.

Que o Senhor me fortaleça nestes testemunhos tantas vezes silenciados pelos midia para não abalarem as consciências.

Louvado seja Deus que dá a vida na terra mas, também, porque garante a Vida aos que não tiverem medo de Lhe dar testemunho.

 

publicado por decordovanaturais às 22:23
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O espelho do meu caos interior

São Marcos conta no Capítulo 5º do Evangelho (Mc 5, 1 -20) a libertação de um demoníaco. Neste relato deparamo-nos com várias figuras bem expressivas:

Jesus, o homem possesso e os habitantes da região.

Jesus - ordena aos espíritos impuros para sairem do homem; consente que estes saiam do homem e entrem nos porcos; transforma o possesso em discípulo e envia-o como missionário;

o homem possesso - começa por ser apresentado como vândalo, sem abrigo, incorrigível, doente psiquiátrico, fora da lei; é atraído para Jesus ao mesmo tempo que os demónios contestam o incómodo com a Sua presença; uma vez liberto transformou-se em sincero discípulo de Jesus a ponto de querer ir embora com Ele; ao ser enviado transforma-se em anunciador da Misericórdia do Senhor;

os habitantes da região - foram alertados pelos guardas dos porcos mas não se felicitaram pela cura daquele homem que era um perigo público; expulsaram Jesus pelo medo sentido ao aperceber-se do Seu poder sobre os espíritos malignos e, principalmente, pelos prejuízos económicos com a morte dos porcos.

Uma legião demoníaca dominava aquele homem mas sinto que também, muitas vezes, me domina a mim. Vejo como Jesus me quer libertar dos meus vícios de egoísmo, vaidade, inveja, amor-próprio...

Tal como aquele homem, uma vez curado, também eu sou convidado a transformar-me em verdadeiro discípulo que se compraz em estar sentado ao lado de Jesus, absorvendo a Sua Paz, bebendo o Seu Amor e assim ganhar a vontade de aceitar a ordem de ir missionar.

Mas tal como aqueles habitantes da região me sinto tantas vezes com vontade de expulsar Jesus por me 'prejudicar' nos meus interesses mesquinhos sem me aperceber da Sua Misericórdia e do Seu Amor.

Será no silêncio que poderei querer ser possuído pelo Amor de Deus e liberto dos meus mafarricos.

publicado por decordovanaturais às 10:19
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Sábado, 19 de Janeiro de 2019

Eu e o meio envolvente

 

Cada um de nós está inserido num todo que nos cerca e molda de certo modo.

O meu relacionamento com Deus e com a eternidade seria totalmente diferente se tivesse nascido no seio de uma família judaica, muçulmana ou agnóstica, se tivesse vivido junto com outros amigos, ou tivesse vivenciado situações diferente das que me marcaram.

Tentarei recordar as figuras importantes na minha formação e coisas ou situações que me moldaram.

Oitavo, de nove filhos de um casal católico, tive o privilégio de ser educado e catequizado por Pais, Irmãos e Avós, primeira escola por onde passamos todos e que nos vai guiando vida fora.

O terço diário, em família, antes de jantar, ou o acompanhamento silencioso do avô pelo corredor da casa enquanto rezava a via sacra, as três Avé Marias ao deitar, receita do P. José Ribeiro (mais tarde bispo de Timor) quando fiz a primeira confissão ou o Padre Nosso que rezo antes de dormir, ainda hoje me fazem ver a importância da oração. Lamento talvez que saia um pouco mecanizada e pouco pessoal mas espero que consiga refinar esta subjectivação da oração, numa maior intimidade com Deus, que Lhe peço cada vez com maior insistência por perceber quanta falta me faz.

Todos os dias o P. Clemente Ramos ia lanchar lá a casa antes de dar a bênção do Santíssimo na Igreja do Calvário.

Não seriam necessariamente as conversas tidas comigo, uma criança na altura, mas o que é facto é que recordo a sua figura idosa, curvada e a sua voz calma que meus pais escutavam com tanto prazer e respeito. Foi tão importante para mim que já adulto o fui procurar no Minho para onde se tinha retirado antes de morrer.

Já com uns dez anos, outro sacerdote entrou na minha vida: o P. Monteiro, director na Escola Salesiana de Évora, que me convidou a pertencer aos Cavaleiros da Imaculada. Pouco fazia para além de distribuir o jornal que ainda hoje leio com prazer. Também o encontrei já bastante idoso e quase cego, na Escola do Estoril. Não me lembro o que me terá ensinado mas tínhamos grandes conversas sobre tudo…

Na catequese não posso esquecer a Irmã Mª Inês, com a sua voz doce e paciente apesar da diabrura da criançada e a faixa que colocávamos com tanto brio, da Cruzada Eucarística, bem como os cartões onde se carimbava a frequência das comunhões. Fui encontrá-la, já pai de filhas, em Fátima onde vivia a sua velhice.

No Escutismo desde os 7 anos fiz a minha escola de cidadania e quero recordar as figuras que me marcaram como os chefes Soares, da Alcateia, Botelho, do Agrupamento, Guinapo, do Material, Gonçalves Rodrigues, Chefe Geral (de Lisboa), bem como os assistentes P. Mansos, P. Pereira e P. Paulo. Claro que aí deverei também registar os colegas que foram unha com carne comigo, como o Marco António e os manos Fonseca, lembrando o jornal que editámos: o “Alerta em Évora”, com 3 edições escritas à máquina e um ano ou dois com setencils e já com uma tiragem razoável. Bons tempos.

A oração do escuta ainda hoje é rezada por mim:

"Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso,

A servir-vos como vós o mereceis,

A dar-me sem medida,

A combater sem cuidar das feridas,

A trabalhar sem procurar descanso,

A gastar-me sem esperar outra recompensa

Senão saber que faço a vossa vontade Santa.

Amen."

 

Desse tempo não quero esquecer a figura do Cónego Salvador, pároco de S. Pedro, que me deu uma enorme lição sobre o sofrimento aceite com paciência, mais tarde reaprendida com o Papa João Paulo II.

A idade foi contando e recordo que certa tarde o P. Manuel Belo me perguntou num intervalo das aulas no ISESE se queria entrar para um grupo de jovens que se estava a formar. Aí recordo a Cacilda Trindade, a Julinha Fernandes, a Mª José Nogueira, a Célia Tostão, o António Campos e pouco mais que a memória já vai esquecida. Foram os tempos em que se começou a alicerçar a preocupação social a par da religiosa. Participámos no gérmen da CVX – Comunidades de Vida Cristã. Só não me deixavam cantar…

Muito mais tarde comecei a apreciar o P. Augusto da Silva pelo esforço que fez de manter a chama do ISESE, da Revista “Economia e Sociologia” e do Gabinete de Estudos (em que eu participei com o Gabriel Mimoso, o António Ferreira Pinto e o Jacinto Morte, num estudo de rácios económicos para empresas, bem como com o José Luís Vieira de Castro e o Primo Carrapiço).

Fiz parte da Conferência de S. Vicente de Paulo e da JEC, assisti a algumas reuniões do Mundo Melhor de que memorizei o hino pois me incentivou na minha juventude:

Tudo era triste na vida sonhada

Quando se ouviu em mim a voz de Deus.

Então o Amor, em nova madrugada,

Deu luz, sentido e rumo aos sonhos meus.

I

Sempre em sacrifício,

Livre e independente,

Forte para a luta

No meio ambiente,

Alegre na esperança,

Sem medir o amor,

Dar a vida toda

Por um Mundo Melhor.

II

Em todas as horas

Demo-nos as mãos,

Como uma só chama

Pois somos irmãos.

Todos muito unidos

Nunca estamos sós,

Presente está Cristo

No meio de nós.

III

Morrer p’la unidade,

Aventura imensa,

Ver todos a amar-se

Sem mais recompensa.

É então que o sonho

Se torna fecundo:

Somos nós com Cristo

A salvação do mundo.

Coro

Por isso hei-de cantar Aleluia  (3 vezes)

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

 

Fui encontrar o P. Manuel Vieira Pinto como então bispo de Nampula e foi aí, e dele, que recebi o sacramento da confirmação em 1973.

Ao voltar a Évora, depois da tropa e do trabalho na Sogerim, em Lisboa, integrei-me com a Alice no Caminho Neo Catecumenal que muito me ajudou a encontrar um prazer no estudo da Biblia. Desse período, que durou cerca de 16 anos, recordo os catequistas Pilar, Miguel, Helena…, mas também o Mons Vicente e o Cónego Lourenço.

Enquanto migrante no Algarve, muito me ajudou o pároco de Santa Luzia, o P. Nabais, com o seu sotaque brasileiro e com os cânticos que eram verdadeiras catequeses para adultos, com a pequena capela sempre cheia.

Enquanto Servita não posso esquecer o P. Morgado, capelão do Santuário de Fátima, para mim um dos mais espirituais pregadores de retiros de doentes, que transmitia toda a sua vida em cada uma das conferências e a todos comunicava Paz.

Leal companheiro do P. Paulo, o P. Miguel Lencastre com a sua mensagem carismática e muito dedicado a Nossa Senhora, Rainha e Mãe três vezes admirável de Schoenstatt induziu em mim a vontade de fazer uma Aliança de Amor com Maria. Ele e sua Irmã Margarida, juntando toda a família, conduziram-nos a Ceuta para entronizarmos na sua catedral a imagem de S. Nuno Álvares Pereira:

“Ai que festa, linda festa,

Como esta não se usou.

A Ceuta, trazer São Nuno,

Foi o que mais agradou.”

(adaptado de um cante alentejano, aquando de uma visita real a Beja)

I

Foi mui bem organizada,

Vista momento a momento.

Fez-se quete e orçamento…

Muitos nomes registados,

Fomos todos convidados,

Pois era uma grande gesta

Combinada com ardor:

Uma Aliança de Amor.

Não há outra como esta,

Ai que festa, linda festa.

II

Em momento de oração

Se lembrou P. Miguel,

Sendo a Maria fiel,

De cumprir esta missão

Rezando pela União.

A esforços não se poupou:

Portugal, Brasil, Angola,

Incluindo este artola,

A seus amigos falou:

Como esta não se usou.

III

Em madeira, e da boa,

Foi fabricada a imagem,

Sem defeito ou dobragem.

E não foi feita à toa,

Em santaria bem boa.

Num espírito forte e uno,

Peregrinos de Maria,

Viemos, como em magia

Num momento oportuno,

A Ceuta, trazer São Nuno.

IV

Não posso nunca esquecer

Esta peregrinação

Nem os amigos de então,

Vindo a reconhecer

Seu sentir e seu saber.

De tudo o que se passou,

Bem comidos, bem dormidos,

Recatados ou atrevidos…

O amor que nos juntou,

Foi o que mais agradou.

O ‘Caldeira’, de Castelo Branco,  22Agosto de 2012

 

Já corri uma vida inteira nesta gesta de recordar.

Talvez não seja pior sublinhar e deixar registada a gratidão para com meus Pais e Irmãos.

Diz meu Pai nos seus versos:

"As saudades que sentimos, /E são medula dos ossos, /

Mostram bem que pertencemos / Àqueles que foram nossos."

Para todos, vivos e mortos, desejo a Paz de Deus.

Afilhado de Nossa Senhora de Fátima, cuja imagem peregrina assistiu ao meu batismo, segundo me contava o P. Paulo, sou servita em Fátima, escravo do Seu Imaculado Coração (e do Sagrado Coração de Jesus) e confrade na Régia Irmandade de Nossa Senhora da Conceição. Que Maria seja minha Mãe, Rainha e Senhora.

publicado por decordovanaturais às 19:02
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

Super Nani

Nuno Potes Cordovil

Rua do Espírito Santo 2

7000 890 Evora

nunopcordov@gmail.com

266 741485  -   96 6286682 www.decordovanaturais.blogs.sapo.pt

 

Exmo Senhor

 

Director de Programas

SIC

 

Exmo Senhor,

Os nossos parabéns pelo vosso programa Super Nani.

Só vimos o 2º documentário transmitido a 21Jan bem como o debate de hoje, 22Jan.

Fomos pais de 3 filhas e somos avós de nove netos. Graças a Deus na nossa casa nunca se desenvolveram casos de insolência infantil como se verifica com bastante frequência na nossa sociedade contemporânea.

Consideramos que há pais que se demitem do seu dever- direito de educar, o que se traduz em que os filhos percam o sentido de respeito e se tornem verdadeiros tiranos em casa, que extrapolarão depois para a escola e mais tarde para a insubordinação juvenil com drogas à mistura e, quem sabe, produtores de bulingue.

Temem as senhoras técnicas especialistas do Instituto de Protecção de Menores que as imagens das birras possam afectar psicologicamente, até levar ao suicídio, sem focar no orgulho que os mesmos jovens poderão ter por perceberem que conseguiram ser responsáveis graças ao esforço e sacrifício que fizeram ao longo deste programa ( que certamente não se limitará aos nove dias de gravações), juntamente com os restantes membros da família.

O perigo estará, sim, em continuar sem regras. Se o programa Super Nani der ferramentas aos pais para ajudarem os filhos a cumprir as suas obrigações, será uma prova de amor familiar.

Consideramos que o vosso programa será uma ajuda não só para aqueles pais que participaram mas para outros que têm problemas semelhantes, um apoio aos futuros professores e superiores hierárquicos e um verdadeiro orgulho para os filhos que suplantaram a prova.

Diz S. Paulo: Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Pais não irriteis os vossos filhos para que não caiam em desânimo. (Col 3, 20 -21). O problema da educação não é só de hoje…

Pela nossa parte, parabéns.

 Gratos pela atenção,

Alice e Nuno Potes Cordovil

publicado por decordovanaturais às 23:20
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Jonas e S. Vicente

Passei este fim-de-semana no Algarve pelo que participei Sábado na Missa, em Stª Luzia, do 3º Domingo do Tempo Comum do ano B e no Domingo, na catedral de Faro, na Solenidade de S. Vicente, padroeiro da Diocese.

Nestas primeiras semanas do tempo comum as leituras interpelam-nos ao ‘chamamento’. Vou tentar assim comparar as respostas de Jonas e de Vicente, ambos desafiados a darem testemunho de fé e a desempenharem ambos a missão profética da denúncia do pecado.

Ler Jon 1, 1 – 15

Jonas, não quis escutar o convite do Senhor e resolveu fugir. “Ah! Senhor! Porventura não é isto que eu dizia quando estava ainda na minha terra? Por isso é que, precavendo-me, quis fugir para Társis, porque sabia que sois um Deus misericordioso e clemente, paciente e cheio de bondade e pronto a renunciar aos Vossos castigos. (Jon 4, 1 – 2). Jonas fugiu pois desejava que a Justiça de Deus fosse infalível mas sabia que a Misericórdia se sobrepunha à Justiça divina.

Em todo o caso o profeta, compreendeu o seu pecado e aceitou o castigo de ser engolido pelo peixe pelo que orou com sinceridade e logo foi vomitado na praia. Vendo-se salvo percebeu que tinha de cumprir a vontade do Senhor e foi para Ninive.

Ler Jon 3, 1 – 10

O profeta  ficou zangado pela Misericórdia de Deus que não se compaginava com a inteligência humana que é vingativa e não entendeu, de imediato,  a resposta do Senhor: Julgas que tens razão para te afligires assim?

Com carinho Deus quer ensinar-nos o Seu modo de pensar para que O imitemos. E foi através de uma simples planta que nasce, cresce e morre.

Ler Jon 4, 5 – 11

Vicente seguiu os ensinamentos do seu bispo e aprendeu que o amor de Deus tem de passar pelo nosso amor, mesmo para aqueles que nos ofendem e maltratam. Deixou-se martirizar em testemunho da Fé pois pensava ser maior o prémio de Deus que o castigo dos homens.

Ler o salmo 121 – O Senhor é o meu auxílio

A vocação de S. Vicente é de facto uma resposta ao convite que Deus lhe fez para O seguir. Uma vocação que não permitiu dúvidas nem senãos.

Saibamos nós, na medida da nossa actividade e no meio em que vivemos, também dar testemunho do nosso Credo. Não tenhamos medo de ir para as periferias anunciar o Evangelho, mesmo que sejamos rejeitados ou mesmo maltratados por Seu Amor.

publicado por decordovanaturais às 15:49
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018

Carta aberta

Nuno Potes Cordovil

Rua do Espírito Santo 2

7000 890 Evora

nunopcordov@gmail.com

266 741485  -   96 6286682 www.decordovanaturais.blogs.sapo.pt

 

Exmo Senhor

Director Geral / Presidente / Assessor Jurídico (ou qualquer outro cargo/ título do senhor que despachou a exclusão de a Defesa da Imprensa Regional Generalista)

 

Lisboa (normalmente onde funcionam estes senhores)

 

Assunto: Carta aberta

Évora, no final de Dezembro de 2017

Exmo Senhor

É, certamente, Vexa um dos muitos funcionários que ganha o vencimento à custa do erário público e, portanto, à custa dos meus impostos. Respeito-o na mesma como se fosse um simples empregado de qualquer empresa onde é necessário trabalhar no duro para conseguir um ordenado legítimo no final do mês.

Quero expressar o meu protesto pela vossa deliberação que vem prejudicar o resultado económico- financeiro da empresa proprietária do referido jornal, de que eu sou accionista e membro do Conselho Fiscal (sem qualquer retribuição). Vejo com apreensão os resultados transitados a esvaírem-se ano após ano mercê dos défices preocupantes dos vários departamentos, designadamente o jornal e a tipografia e questiono até que ponto se poderão continuar a pagar os salários dos trabalhadores que aí labutam. A pequena ajuda para os portes dos CTT do jornal até ao assinante não era suficiente para cobrir o tal défice anual mas era um incentivo para continuar a disponibilizar este SERVIÇO PÚBLICO de transmitir informação regional aos seus assinantes. Cumprimento o presidente do conselho de administração (e director do jornal a Defesa), senhor Dr. António Salvador dos Santos pelo esforço abenegado com que semana após semana se equilibram os pagamentos com os rendimentos auferidos em publicidade e assinaturas.

Gosto de ler textos interessantes pelo que sou leitor de a Defesa. Não me interesso pelos amantes de ninguém nem pelas novelas porcas de subornos e outros enredos que vejo em folhetins de outros meios de comunicação com o intuito de captar clientela. As notícias positivas do que se fez em prol de pobres e necessitados anima-me a também pensar nos fracos e desprotegidos, ajudando-me a compreender o mundo que gira à minha volta. Os artigos do Dr. Fernando Marques, historiador, levam-me a descobrir segredos que de outra forma não tinha tempo para deslindar. Não quero referir a totalidade dos colaboradores nem a sua formação académica mas considero que o jornal é abrangente em vários temas. As notícias das acções da AIS, do CNE, do Pão e Paz, do Banco Alimentar ou do que se vai passando pela região levam-me a compreender das necessidades à minha volta. Até o sudoku é aproveitado por mim para minimizar os estragos neurológicos desta vida stressante na sociedade.

Peço assim que, no interesse de milhares de leitores, deste e de outros jornais semelhantes, seja reconsiderada a resolução ora tomada por Vexa.

Desejo a Vexa um ano de 2018 cheio de Paz que só será alcançado se todos os homens forem responsáveis e tolerantes.

Grato pela atenção

 

Nuno Potes Cordovil

 

publicado por decordovanaturais às 18:57
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Sábado, 9 de Dezembro de 2017

AdmonicoesDo2ºDomingoDoAdventoAnoB2018

 

Estamos a entrar na 2ª semana do Advento. Convém colocar atalaias, sentinelas que nos alertem para a aproximação do inimigo. Se antigamente vinha montado em cavalos, burros ou dromedários, aproxima-se hoje bem camuflado em carros de luxo, com promoções consumistas e com promessas de bem-estar e felicidade enganadoras.

Lembremo-nos que esta vida é passageira e será importante irmos desde já preparando o nosso futuro, prometido por Deus para os fiéis.

Deixemo-nos transformar interiormente e digamos ao Senhor: Mostrai-nos o Vosso Amor e dai-nos a Vossa Salvação.

 

1ª leitura: do Livro de Isaías                                       Is 40, 1- 5. 9 -11

Eis um grito de consolo e de esperança.

O Senhor perdoa o nosso pecado e endireita os nossos caminhos, assim o queiramos.

Ele será o nosso descanso se nEle quisermos descansar.

 

2ª leitura: da 2ª Epístola de S. Pedro                           2Ped 3, 8 – 14

Ao longo da nossa vida na terra temos oportunidade de mostrar o interesse pessoal na promessa de salvação para quem seguir o Senhor.

Será com gestos concretos para com os outros que estão ao nosso lado que fomentaremos a Justiça e a Paz que Jesus quer para cada um.

Empenhamo-nos nesta preparação?

 

3ª leitura: do Evangelho segundo S. Marcos               Mc 1, 1 -8

É-nos apresentado hoje um modelo a seguir: - João, o Baptista.

Não veste roupas de marca nem come em restaurantes In.

Limita-se a anunciar que a Salvação está próxima, convidando a prepararmos o Caminho para o Senhor.

Será através da penitência e da contrição dos nossos pecados que endireitaremos as veredas por onde andamos.

publicado por decordovanaturais às 12:54
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

AdmonicoesDo1ºDomingoDoAdventoAnoB2018

 

Vamos iniciar um novo ano litúrgico, desta vez à sombra do Evangelho de S. Marcos, com os ensinamentos de São Pedro.

Advento é tempo de espera. Esperamos a vinda do Messias.

Sabemos que Jesus já nasceu em Belém e enquanto preparamos a celebração do seu nascimento como Homem, aguardemos também a Sua nova vinda, no final dos tempos como Senhor e Juiz, abrindo para já o nosso coração onde O queremos acolher.

Mostrai-nos o Vosso rosto, Senhor, e seremos salvos.

 

 

1ª leitura: do Livro do Profeta Isaías                          Is 63, 16b -17. 19b; 64, 2b – 7

O profeta chama-nos a atenção para a nossa incongruência pois queremos que o Senhor esteja connosco mas somos continuamente infiéis.

Deixamo-nos nós moldar à vontade de Deus, como o barro pelo oleiro?

 

 

2ª leitura: da 1ª Epístola de S. Paulo aos Coríntios                 1Cor 1, 3 -9

Oxalá tenhamos consciência que se Deus nos concedeu todos os dons da graça, nos devemos tornar firmes e irrepreensíveis aguardando em paz o Dia do Senhor.

 

 

3ª leitura: do Evangelho segundo S. Marcos                          Mc 13, 33 – 37

Não sabemos o dia nem a hora pelo que somos convidados a acautelarmo-nos e a estarmos vigilantes.

Jesus é o nosso amigo que nos previne e chama a atenção.

Maranatá!

publicado por decordovanaturais às 23:29
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

AdmonicoesDaSolenidadeDeNºSrJesusCristo,ReiDoUniversoAnoA2017

 

No Domingo passado celebrámos o Dia Mundial dos Pobres para nos lembrarmos que devemos erradicar esta ferida social na medida das nossas possibilidades.

Entronizando Jesus como Rei do Universo queremos apontá-Lo como modelo na luta contra todas as formas de pobreza.

Esta solenidade encerra o ano litúrgico como sinal de que também no final da nossa vida terrena iremos ser julgados por este Rei, na Sua Glória.

E esse julgamento será escrutinado pelo modo como cada um praticou as Obras de Misericórdia.

Deixemos que seja o Senhor o pastor que nos conduz por sendas direitas.

 

1ª leitura: da Profecia de Ezequiel                                                     Ez 34, 11 -12.15 – 17

O Bom Pastor é aquele que se interessa pessoalmente por cada ovelha. Para ele é tão importante a gorda e sã como a ferida ou enfraquecida.

O papel do pastor é o de cuidar, de conduzir, de proteger. No fundo é um Serviço constante e atento.

Como cuidamos nós deste Bem Comum da Humanidade?

 

 

2ª leitura: da 1ª Epistola de S. Paulo aos Coríntios                             1 Cor 15, 20 – 26.28

A morte não pode ser temida como um fim sem esperança pois Jesus, ao ressuscitar, deu-nos a garantia de nos restituir a Vida.

Com Ele teremos parte na Sua Glória se O seguirmos.

 

 

3ª leitura: do Evangelho segundo S. Mateus                                       Mt 25, 31 – 46

Todos conhecemos mas tantas vezes esquecemos o que Jesus nos alerta: o julgamento e consequente separação entre ‘ovelhas e cabritos’ é baseado apenas nas nossas próprias acções ao longo da vida.

Depende de cada um escolher entre a herança do Reino ou o afastamento eterno.

publicado por decordovanaturais às 22:25
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