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Quarta-feira, 15 de Abril de 2020

Pobreza – uma das faces da Covid-19

 

A situação daqueles que sofrem problemas financeiros, tanto em Portugal como no resto do mundo, piorou drasticamente com a pandemia viral Covid 19 que provocou o estado de emergência e consequente encerramento de grande parte das empresas e instituições, traduzido numa redução drástica do rendimento, principalmente dos trabalhadores e dos pequenos empresários individuais e micro e pequenas ou médias empresas.

Não será com empréstimos reembolsáveis que o problema se resolve e não será certamente uma solução imediata após o levantamento das leis de confinamento. Se a confiança cai num instante, leva muito tempo a levantar-se[1]. Também há que tomar a consciência que não será a organização solidária que existia antes desta crise que será suficiente para responder às necessidades que irão surgir.

Neste momento existe um tampão que sustem o caos que se avizinha. Os rendimentos baixaram para a grande maioria dos assalariados, seja pelo desemprego ou pelo lay off. As rendas ficam atrasadas, as facturas de água, gás e electricidade estão como que congeladas bem como a liquidação das dívidas financeiras que pesam em muitos orçamentos domésticos e dessas pequenas empresas que estão fechadas e algumas sem grande esperança de retomar a actividade a curto prazo. 

Considero imprescindível que as várias instituições de solidariedade social revejam o modo como se poderá dar a resposta adequada a tantas centenas de pessoas que ficaram com os seus rendimentos diminuídos, seja em 30% ou mesmo em perto dos 100%.

Na América Latina experimentou-se com bastante sucesso a experiência dos BCD - Bancos Comunitários de Desenvolvimento [2] com financiamento sem juros ou com encargos muito baixos, e outras instituições de Solidariedade Social incentivando trocas informais, de trabalho, de artesanato, de refeições e com a colaboração de instituições e empresas comerciais.

Lembramos que os BCD surgiram precisamente para apoiar pessoas que não tinham acesso ao financiamento comercial por não darem garantias suficientes de reembolso. Serão organizações informais ou valências de entidades formais mas sempre com gestão autónoma. Deverão ter um órgão de administração em que participem algumas entidades comunitárias da região para definir as directrizes a serem seguidas na acção do banco, seja numa face passiva – captação de recursos ou instituição de parcerias, seja numa face activa de cedência de empréstimos e apoio a investimentos, definindo montantes máximos, as taxas e condições a condicionar; e um órgão executivo para gerir a contratação dos créditos que se poderão dividir em a) Crédito Produtivo – no apoio às micro e mini empresas/ empresários, e b) Crédito ao Consumo – sem juros e em moeda de troca de âmbito social[3].

Os créditos são concedidos baseados numa relação de proximidade totalmente impossível no crédito comercial por não se apoiarem em garantias reais[4] mas na responsabilidade interpessoal da comunidade.

É muito importante compreender que nenhuma instituição de solidariedade social, de per si, irá ter condições financeiras de suportar por um período de tempo que certamente não será pequeno, subsídios ou doações para todos os necessitados.  Por esse motivo este projecto propõe, não os donativos mas as trocas voluntárias. Todos devem ser parceiros activos e colaborativos[5], tanto mais que é importante também respeitar a dignidade pessoal, não se trata de uma esmola mas de uma troca. É por isso que se propõe criar bancos de dados em que pessoas ou empresas possam pedir serviços voluntários e oferecer uma ‘remuneração’ em moeda de troca, outros para as pessoas que queiram prestar vários serviços e outros ainda para registar empresas ou instituições que aceitem receber moeda de troca na venda/oferta dos seus produtos e serviços, sabendo por contrato de parceria que essa moeda será resgatada pelo BCD e trocada por dinheiro vivo. Concretamente as entidades que pedem os serviços adquirem a moeda de troca no BCD e vão distribuindo pelos prestadores desses serviços; Estes, com este poder de aquisição poderão trocar a moeda por bens de consumo nas várias entidades parceiras; Estas sabem que poderão resgatá-la no BCD sob as condições acordadas previamente – normalmente com um desconto de quantidade.

É também importante perceber que esta estratégia não prejudica o Estado no recebimento de impostos pois dá um poder de aquisição a quem o não tem (e passaria fome de outra forma) e por outro lado as empresas comerciais cobram o Iva quando vendem os seus bens e serviços (que de outra forma não venderiam)

A Casas de Sant’Ana e S. Joaquim, crl propõe-se implementar o Banco Comunitário de Desenvolvimento [6] Roseiral, de Solidariedade Social, lançando a moeda de troca ‘Rosinha’, em que os necessitados receberão um valor por hora de trabalho voluntário prestado nas instituições associadas e que poderá ser trocado por dormidas, refeições confecionadas, outros bens ou serviços, aquisição de roupa usada, ou mesmo por mercadorias adquiridas em casas comerciais aderentes.

Para que este processo seja viável importa que as várias instituições sociais ajam em conjunto e participem nesta actividade pelo que as venho desafiar a ponderar a sua adesão para implementar este processo com a máxima urgência[7].

A Associação Nacional de Direito ao Crédito – ANDC[8] era apoiada pelo IEFP para desenvolver o microcrédito em Portugal mas o resultado não estava sendo muito positivo na medida em que se apoiava regionalmente nas Associações de Desenvolvimento Local mas “estas parcerias não se desenvolveram dada a concorrência que o microcrédito tem por parte de incentivos financeiros públicos a fundo perdido. Assim, as organizações de desenvolvimento preferem-nos, investindo pouco ou nada na divulgação e no acompanhamento do microcrédito”[9].

A ANDC também se debateu com dificuldade em fazer parcerias com outras instituições sociais mas talvez por problemas de visão pouco elástica por parte destas entidades pois como diz António Pires “Assim as dificuldades da cooperação com outras instituições sociais prendem-se com os factos atrás aduzidos, mas estas dificuldades também têm um carácter de natureza cultural. Estas instituições não entendem a abordagem do microcrédito e por isso tratam a luta contra a exclusão com uma mentalidade «assistencialista», que não se coaduna com a necessidade de promover o empreendedorismo e também por outro lado, os seus técnicos sociais não terem preparação para apoiar os projectos ao nível da sua ainda que simples gestão. (Mendes et al. 2007) Existe por isso um grande caminho a ser percorrido para que o microcrédito tenha uma maior expressão na realidade social portuguesa”. Lamento ter de concordar com ambas as dificuldades com que eu próprio já me confrontei num passado muito recente. É minha convicção que esta mentalidade terá de mudar se se pretender sair desta situação da crise actual.

Na realidade a Pobreza vai aumentar com o Covid19! Pode ser um problema mas podemos transformar este desafio na solução que até agora não apareceu na nossa economia por inércia, por medo de mudança ou por não se perceber que os ricos são cada vez mais ricos e os pobres afundam-se cada vez mais na sua fragilidade sem capacidade de levantarem a cabeça[10].

 Nuno Potes Cordovil    Évora, Abril de 2020

ABRAMOVAY, Ricardo; JUNQUEIRA, Rodrigo Gravina P. A sustentabilidade das microfinanças solidárias. Revista de Administração da USP, São Paulo, v. 40, n. 1, p. 19-33. jan./fev./mar./2005.

FRANÇA FILHO, Genauto C. de; RIGO, Ariádne S.; SILVA JÚNIOR., Jeová T. Microcredit Policies in Brazil: An Analysis of Community Development Banks. In: INTERNATIONAL CONFERENCE AND RESEARCH PROJECT ON INFORMAL ECONOMY, VULNERABILITIES AND EMPLOYMENT, 2012, Genebra. Anais… Faculté des Sciences Économiques et Sociales, Genebra, 2012. FRANÇA FILHO, Genauto C. de. Teoria e prática em economia solidária: problemática, desafios e vocação. Porto Alegre: Civitas, Porto Alegre, v. 7, n. 1, p. 155-174, jan./jun., 2007.

LEDGERWOOD, Joanna. 1998. Microfinance Handbook: An Institutional and Financial Perspective. Washington, DC: World Bank. © World Bank.

PIRES, António José Duarte; 2009 Tese “O Microcrédito em economias desenvolvidas: Estudo de caso em Portugal”; Universidade do Minho

 

[1] “A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído” (Augusto Cury)

[2] Acompanhamos, transcrevendo em muitas notas o artigo “Bancos Comunitários de Desenvolvimento na Política Pública de Finanças Solidárias Apresentando a Realidade do Nordeste e Discutindo Proposições”, de Ariádne Scalfoni Rigo, Genauto Carvalho de França Filho, Leonardo Prates Leal (inserto em “Desenvolvimento em Questão” Editora Unijuí n31, Jul/Set2015)

 

[3] “O julgamento das solicitações de crédito e a sua eventual cobrança possuem um carácter original, pois fundamentam-se num mecanismo social de controlo entre os membros da comunidade (França Filho et al., 2012) e não no formalismo regido por legislações e um número excessivo de formulários e documentos.”

 

[4] “Ao solicitar um empréstimo, o agente de crédito do BCD realiza um cadastro simplificado, e em seguida consulta sua rede de relações e vizinhança como principal fonte de informação sobre a pessoa na comunidade. Segundo Abramovay e Junqueira (2005, p. 23), citando Ledgerwood (1999), “são mecanismos como estes que diminuem as taxas de juros e o índice de inadimplência através de um monitoramento efetivo monitoramento invisível”. Para França Filho e Silva Júnior (2009), tal aspecto afirma a particularidade da metodologia de operações de crédito dos BCDs, os quais ocorrem, sobretudo, por meio de redes de “prossumidores”. Estas redes são assim denominadas pelo fato de associarem produtores e consumidores locais mediante o estabelecimento de canais ou circuitos específicos de relações de trocas facilitadas pelo uso da moeda social.”

 

[5]“No intuito de estimular a produção e o consumo local, o BCD cria e mantém no território instrumentos de incentivo ao consumo, tais como cartão de crédito e a moeda social circulante local. Estes, ao se tornarem legítimos no território, o que exige um processo relativamente longo de sensibilização, desempenham papel importante não apenas económico no sentido da circulação interna da riqueza, mas também simbólico, político e identitário. O uso da moeda social acaba fomentando o exercício do controle social do dinheiro e reforçando o sentimento de identidade dos moradores em relação ao seu lugar.”

 

[6] “Após sua criação o BCD fica vinculado formalmente a uma entidade gestora que pode ter um papel activo dentro e fora do BCD mas nalguns casos, todavia, ela apenas serve de “guarda chuva” institucional para funcionamento do banco, tendo estrutura e equipe completamente separadas. Nestes casos, a gestão do BCD não se confunde com a gestão da associação, e seus membros desempenham funções distintas.”

[7] “De modo geral estas organizações têm buscado constituir seus fundos de crédito de várias formas, configurando uma hibridação de fontes de recursos, mas, em grande medida, insuficientes. As principais fontes identificadas na pesquisa foram: a) as oriundas de mobilização de recursos comunitários, com a realização de eventos, bingos, rifas e doações; b) as oriundas das entidades públicas, por meio dos projectos das EAFs; c) as oriundas de doações diversas, como as realizadas pelas organizações locais que participam do Conselho Gestor. Esta última, também não deixa de ser uma forma de mobilização de recursos do território.”

[8] Só já depois de ter publicado este artigo fui informado da dissolução da ANDC em 2019 pelo que estes últimos parágrafo foram agora adaptados.

[9] Pires,Ant Tese de Mestrado UM 2009

[10] “Pensamos que, com apoio institucional adequado no âmbito de uma política pública de finanças solidárias, os BCDs têm potencial de se tornarem mecanismos efetivos de enfretamento da pobreza.”

publicado por decordovanaturais às 14:53
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2020

Uma Páscoa diferente

3 de Abril de 2020

Salve-os Deus Amigos,

Era desta forma que antigamente as pessoas se cumprimentavam quando se encontravam. Neste momento de covid19 não pode haver beijos e abraços mas é sempre oportuno pedir a salvação do nosso Deus que é benigno e misericordioso.

Estamos a entrar na semana santa, e no próximo Domingo era costume os meninos levarem um raminho de alecrim aos mais velhos para lhes pedirem as amêndoas, “verde é, verde cheira, fica preso até Quinta feira.” E nesse dia de Endoenças saía do outro lado, junto com as amêndoas, “verde é, verde há-de cheirar quando eu receber o folar”. Eram tradições antigas que ligavam as gerações e as famílias.

Estamos agora presos em casa. Não em família alargada mas, muitos, na solidão da sua viuvez ou celibato. Para todos, a certeza de que nunca estamos sós pois o Senhor nos abençoa. Não estando reunidos fisicamente, utilizemos o telemóvel, o computador ou simplesmente vejamos em comum um programa de televisão que nos acompanha e distrai.

Hoje é a primeira Sexta feira do mês e na primeira Segunda feira era costume termos Eucaristia com o P. Amândio em Santa Marta. Como não é possível estarmos fisicamente juntos poderemos participar pela Canção Nova, às 11 horas e comungarmos dos problemas uns dos outros. Jesus os conhece melhor do que nós. Que esta Semana Santa, embora diferente, seja para cada um momento de reflexão e de entrega a Deus pois temos a certeza que acompanhando Jesus na Sua Paixão e Morte receberemos a promessa de o seguir na Sua Ressurreição.

Que Deus vos guarde,

publicado por decordovanaturais às 17:17
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Quarta-feira, 25 de Março de 2020

Solenidade da Anunciação do Senhor

Caros Associados e Amigos,

Celebramos hoje a Solenidade da Anunciação do Senhor. É uma das festas grandes da nossa Cooperativa na medida em que certamente esse encontro do Anjo com Maria se deve ter passado em casa de Sant’Ana e de S. Joaquim.

Infelizmente não poderemos festejar, como era previsto, com a habitual sessão de ginástica mas também com um encontro acerca dos Sobre endividados para o que tinha convidado técnicos e representantes de algumas entidades de apoio social. A presente epidemia de corona vírus e a gravidade dos encontros físicos entre as pessoas obrigam-nos a ficar cada um em sua casa mas nem por isso ficaremos de braços cruzados.

Esta epidemia vai certamente agravar a situação de todos mas, principalmente, daqueles que têm normalmente dificuldade de pagar as suas dívidas e que, mais apertados, ficam agora com a redução dos seus rendimentos quando são mandados para casa por layoff ou para tomarem conta dos filhos. A ajuda prometida pelo governo português não é suficiente e há que denunciá-lo.

A redução para 2/3 dos rendimentos e o sentido de empréstimo e não de subsídio traduzir-se-á no aumento da dificuldade em cumprir as obrigações financeiras que muitas famílias têm sobre si.

Com o fim do Cofid 19 novos tempos irão aparecer em que espero haja menos ganância e mais tolerância pelos direitos dos outros. Que a nossa Fé seja perseverante na Misericórdia infinita de Deus. Peçamos a Maria, Mãe do Salvador, que nos proteja e interceda por toda a humanidade.  

publicado por decordovanaturais às 16:15
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Terça-feira, 3 de Março de 2020

O homem à procura de Deus

  • O  Ser Superior a que podemos chamar Deus é visto pelo homem de três modos diferentes:

- na Natureza – algumas civilizações adoram os Astros, como o Sol ou a Lua e lêem os acontecimentos do mundo conforme a configuração das constelações, o posicionamento dos planetas, etc; outros sentem as manifestações do Ser superior, ou Mistério, no som e sentido do vento e tempestades, das marés, dos eclipses e auroras boreais, do fogo e trovoadas; outros ainda focam-se nalgum dos elementos naturais como a Água (origem da vida ou sinal de morte), Fogo (com a destruição e renovação), Terra (sinal da fecundidade) e Ar (o etéreo e inexplicável), por não os saber compreender e explicar; Há também alguns que experimentam a presença desse ser superior nos animais ou nas plantas;

- na História - que traduz o agrado ou a repulsa desse Ser pelas bons ou maus comportamentos dos homens ou das comunidades e estes usam as Festas, as Luas, os Solstícios como momentos propícios para agradar ou desagravar o seu Senhor (Advento, Quaresma, Ramadão...);

- na Pessoa Humana – no relacionamento divino com o Homem como nas alianças com Noé, com Abraão, Isac e Jacob, com a salvação de Israel do poder do faraó, com as promessas feitas a David e finalmente com a entrega do Seu Filho, Jesus Cristo, numa Nova e definitiva Aliança.

O Homem, feito à imagem e semelhança de Deus, tenta buscar estas hierofanias propositadamente, com músicas e cânticos, com pinturas e esculturas, ou com leituras espirituais, mas também sem  propósito, através das descobertas científicas ou técnicas e com a melhoria do nível de vida. São sinais importantes de ligação do homem a Deus ver a comparação de laços familiares com o amor do ser divino com a humanidade: a relação Pai- Filho, na providência, autoridade e misericórdia; a relação Mãe- Filho, na protecção e carinho; a relação Filho – Filho, a ponto de se entregar à morte para nos alcançar a vida e à solidariedade de uns para com os outros.

O homem procura Deus porque precisa conhecer a sua Origem e quer descobrir o seu Fim.

publicado por decordovanaturais às 18:16
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

Questionar o sentido da vida

 

A questão da eutanásia, que neste momento é tão falada e tão pouco discutida, põe-me a pensar em problemas semelhantes que levam muitos ao suicídio.

Até que ponto eu estarei atento a tantos sinais que algumas pessoas vão dando de que não encontram sentido no seu viver e que desistem?

Como poderei pedir a Deus que me ilumine na tarefa de ajudar essa gente que está perto de mim, talvez no meu círculo de amigos ou de conhecidos, por quem sou também responsável, pois não me posso salvar sozinho? Não será talvez só com palavras mas, sempre, com muita oração, e com o testemunho do meu viver.

Já experienciei casos de pessoas que se matam pelo facto de terem medo de sofrer ao morrer; há outros que por causa de dívidas ou outro género de vergonha dão cabo de si…

A vida é um caminho. Umas vezes largo, cómodo, com belas paisagens, mas outras vezes transforma-se em azinhagas pedregosas ou lamacentas, com toda a série de empecilhos que dificultam o andar, mas o grande perigo é quando o caminho se torna um beco sem saída.

No entanto a grande diferença é se o caminhante vai só ou se eu o consigo acompanhar. Se lhe consigo levar a Luz para que ele veja um sentido, ainda que seja ao fundo do túnel, e encontrar a meta: a Vida com sentido: em Deus!

publicado por decordovanaturais às 22:28
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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2020

“Façam barulho!”… Só?

 

Estive dia 6 de Fevereiro em Lisboa, assistindo a uma Mesa redonda intitulada “O Programa Nacional de Microcrédito: Passado, presente e futuro”, integrada no 10º aniversário da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social.

Depois de escutar todos os oradores que apresentaram resultados bastante satisfatórios do crédito concedido a PME e a Microempresas, potenciador da criação de emprego e de muito auto-emprego, verifiquei que não tinha sido dita uma palavra acerca do Sobre-endividamento.

Há em Portugal milhares de pessoas que acreditaram na publicidade enganosa de instituições de crédito, incentivando ao consumo e, que de repente, acordam sem capacidade de resolução das suas dívidas, ou porque não souberam refrear uma fome consumista, ou porque subitamente ficaram desempregadas, as suas receitas diminuídas, ou outras despesas urgentes e inesperadas apareceram, ou… acabarem em famílias destruturadas, com problemas psicológicos bastante depressivos e com uma ínfima capacidade de trabalho com qualidade porque ‘a cabeça fica sempre a matutar na solução para esse dia’…

Se eu bem entendi das palavras do Dr. António Curto, ex-coordenador do PNM – Programa Nacional do Microcrédito, cerca de 40% dos beneficiários da linha de crédito intitulada ‘Ser Mais’ desistem nos primeiros dois anos de execução do investimento(1). Mesmo assim é considerado positivo pela criação de emprego alcançada. É um risco mensurável e de certo modo controlado pelo apoio continuado aos promotores pelas entidades que lhes dão apoio.

Estou convicto que criando uma outra linha de crédito dentro do Microcrédito, para os Sobre Endividados, a que poderíamos designar por ‘Deixar de Ser Menos’ , com a mesma taxa de juro – 3,5% ao ano, toda a economia nacional seria beneficiada posto que o diferencial dos juros pagos a menos pela redução das taxas obscenas que chegam a rondar os 20% serviria para capacitar os seus beneficiários à amortização efectiva das suas dívidas, ao aumento da produtividade de trabalho pois deixaria de haver tanta noite mal dormida, à diminuição do consumo de anti-depressivos. Asssim melhoraria a qualidade de vida destes cidadãos que neste momento se arrastam envergonhados e que poderiam voltar a ser consumidores conscientes…

Ao tentar ajudar pessoas nestas circunstâncias contactei com algumas instituições que se dizem especializadas na resolução do sobre- endividado e fiquei admirado com a solução dada: - prolongamento do prazo de amortização, o que se traduz apenas no aumento dos custos financeiros e continuação do estrangulamento em que estes devedores vivem.

A solução, quanto a mim, terá de passar pela diminuição da dívida, responsabilizando as entidades financeiras pelo facilitismo com que concederam os créditos sem atender às capacidades de endividamento dos clientes e pelo abaixamento das taxas de juros aplicadas através de linhas de crédito criadas para o efeito ou bonificação a estas entidades nesse sentido. Igualmente será necessário haver um acompanhamento de proximidade para formação ou consciencialização para um consumo consciente e responsável.

Apercebo-me que até agora as instituições de crédito e as entidades de apoio aos endividados estão mais virados para os seus próprios lucros e benefícios do que para o interesse geral da sociedade, isto é, para a resolução plena deste problema. Uma destas entidades disse-me que estes endividados terão de resolver o seu problema pedindo ajuda na Segurança Social. É certo que a Caritas, nas paróquias, é assediada para tapar buracos, pagando água, luz, telefone, remédios, comida… Mas isto não é solução! É uma panaceia e não um curativo.

Na Casas de Sant’Ana e S. Joaquim, crl, em Évora, estamos abertos a tentar ajudar estas pessoas com formação própria e, talvez, através da criação de um banco de solidariedade social como tantos que estão a desenvolver-se na América Latina, mas para isso é necessário que haja legislação nesse sentido.

 

Nuno Potes Cordovil

(1) 

"Agradecemos a informação que partilhou connosco, a qual mereceu a nossa atenta leitura. Porém, alertamos que o Dr. António Curto não afirmou que “cerca de 40% dos beneficiários da linha de crédito intitulada ‘Sou Mais’ desistem nos primeiros dois anos de execução do investimento”. Aquando dessa referência, o Dr. António Curto referia-se à mortalidade da generalidade das microempresas." Mariana Baptista - CASES

publicado por decordovanaturais às 11:21
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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

O enfoque da Esperança

 

Hoje em dia há quem procure encontrar maneiras técnicas ou científicas de aumentar a produtividade que lhe dê mais rendimentos, traduzíveis em felicidade acrescentada, e no sucesso profissional.

Tendo a felicidade como visão a alcançar, buscam-se estratégias que aumentem a eficácia/ eficiência numa perspectiva de rentabilidade. Estas medidas a tomar são por vezes duras de manter pois não são meras jogadas no xadrez da vida mas se prolongam ao longo de todo o jogo numa constante atenção para ganhar ou de não deixar comer as suas peças.

Não se tratando de meros momentos críticos mas da manutenção permanente do estado de alerta, exige um foco constante nos ganhos e perdas, nas vantagens e desvantagens, sendo um planeamento com princípio meio e fim, activo e evolutivo. Sim, pois o jogo tem parceiros e adversários, em que haverá certamente ganhadores e perdedores.

Para tanta dificuldade procuram-se curandeiros destes problemas que se podem designar por mestres, gurus, treinadores, ou, modernamente, coaches a quem se entrega a direcção intelectual da maneira de viver.

Com o enfoque permanentemente virado para o proveito próprio é fácil um desgaste acelerado e crescente, seja em termos físicos, psicológicos ou emocionais. Para combater estas dificuldades receita-se descanso, hidratação e esvaziamento do espírito dos problemas exteriores à meta desejada. E nesse sentido aconselha-se o dormir tempo suficiente e fazer meditação. É possível treinar estas medidas mas com o stress constante aprofunda-se consequentemente uma tristeza e apatia que vão cavando emoções e estados de alma, levando a momentos frequentes de irritação fácil. A solução passa então por recorrer a medicamentos que muitas vezes criam dependência e efeitos colaterais.

Uma imagem tão negra ou esfumada tem origem no esquecimento ou fuga do verdadeiramente espiritual. A vontade de se sentir independente de um Ser superior/ divino leva a tentar resolver todos os problemas deste modo tecnicista para esquecer que somos criaturas frágeis, limitadas, mas amadas por Deus. Assim, basta ter uma centelha de fé para, com a oração se ganhar força, e no louvor ao Criador se encontrar um sentido de felicidade e de esperança que não se consegue apenas apoiado na sua própria força.

Compreendo que o homem de hoje tem pela frente uma concorrência na sua actividade profissional diferente do que a que tinha há uns anos atrás. Necessita de se preparar para as avaliações constantes a que está sujeito e daí todos estes exercícios que o ajudem a mostrar boas performances. Mas se juntar a esse esforço intelectual o dom da simplicidade, da humildade e deste sentimento de ser criatura amada por Deus, ganhará certamente a paz de espírito, mãe da alegria e da felicidade plena.

Poderemos não ser os melhores, os mais dotados, mas poderemos ser os mais disponíveis, os mais abertos aos outros, que tenham como norma não pensar na concorrência mas na colaboração, não pensar apenas no seu próprio proveito mas no da sociedade.

Ganhemos a esperança de alcançar a verdadeira Felicidade.

publicado por decordovanaturais às 22:33
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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019

Festa dos Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

Festa dos Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

 

Tendo ontem a Igreja celebrado a festa dos Arcanjos, bom será que foquemos um pouco na importância destas criaturas na nossa vida. E com S. Jerónimo aprendamos a perscrutar as Escrituras.

A palavra Anjo não designa uma natureza mas uma função, um ofício – mensageiro ou representante de Deus. No §332 o Catecismo da Igreja Católica diz:” Ei-los, desde a criação e ao longo de toda a história de salvação, anunciando de longe ou de perto esta mesma salvação, e postos ao serviço do plano divino da sua realização: eles fecham o paraíso terrestre, protegem Lot, salvam Agar e seu filho, detêm a mão de Abraão; pelo seu ministério é comunicada a Lei, são eles que conduzem o povo de Deus, eles que anunciam nascimentos e vocações, eles que assistem os profetas…”

= Tem anjos voando neste lugar=

Proponho então que nos fixemos em 5 passagens das Escrituras onde se realça a importância destes Servos de Deus na vida dos homens. Peçamos ao Espírito Santo que nos abra o coração pª entendermos mais esta graça protectora.

1º Momento: “ Então disseram aqueles homens a Lot: Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora daqui; Porque nós vamos destruir este lugar, pois o seu clamor tem aumentado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo.

Então Lot saiu, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há-de destruir a cidade. Foi tido porém por zombador aos olhos de seus genros. E ao amanhecer os anjos apertaram com Lot, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade. Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens pegaram-lhe pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade. E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; foge para o monte, para que não pereças. E Lot disse-lhe: Não, Senhor, peço-te! Achei graça aos teus olhos, pois demonstrastes a tua imensa generosidade para comigo, conservando-me a vida; mas eu não posso fugir até ao monte, pois a destruição atingir-me-á antes. Há uma pequena cidade perto daqui, para a qual poderei fugir. Permite que eu vá para lá… e é pequena…; E disse-lhe: Concedo-te ainda este favor de não destruir aquela cidade, de que falaste; Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, enquanto não tiveres lá chegado. Por isso deram àquela cidade o nome da Çoar.( Genesis 19:12-22)

 

=a Misericórdia prevalece sobre a Justiça=

 

Lembramo-nos da intercessão que entretanto Abraão teve com o Senhor para não destruir a cidade por causa dos justos que lá habitavam. 50 – 45 – 40 – 30 – 20 - 10 E sempre a resposta foi: não destruirei a cidade em atenção a esses justos… Mas não os havia… Só Lot, sua Mulher e suas Filhas, por isso os anjos os retiraram antes da destruição.

Rezemos pelos refugiados e pelas vítimas das opressões do mundo. Agradeçamos ao Senhor pela proximidade que tem para connosco, aceitando os nossos pedidos e pela misericórdia que manifesta e suplanta a justiça.

1º mistério

 

2º Momento: “Tendo ficado só, alguém lutou com Jacob até ao romper da aurora. Vendo que não poderia vencê-lo, comprimiu a articulação do quadril de Jacob e a coxa se deslocou enquanto lutava com ele.  “Deixa-me ir, disse-lhe ele, pois está amanhecendo!”.

Jacob, porém, respondeu: “Não te deixarei ir enquanto não me abençoares”. “Qual é teu nome?”, perguntou-lhe. “Jacob”, respondeu ele. “Teu nome não será mais Jacob, replicou-lhe, mas Israel, porque combateste contra um ser celeste e permaneceste forte”. “Por favor, diga-me qual é seu nome”, disse Jacob. “Porque perguntas o meu nome?”, respondeu ele. E então abençoou-o.

Jacob chamou àquele lugar Peniel, “porque vi um ser divino face a face e conservei a vida”. O sol estava nascendo quando Jacob partiu de Peniel, mancando por causa do quadril deslocado.  (Gn 32, 24 -31)

 

 

Nas horas difíceis também nós muitas vezes temos vontade de lutar com Deus, umas vezes por causa dos nossos medos, dúvidas ou anseios e outras por não querermos escutar o que o Senhor nos diz. Jacob mudou de nome porque permaneceu firme; tantas vezes que nós desistimos ao primeiro problema.

Rezemos pela Vocações, de um modo especial, por aquelas que estão em risco de se perderem.

=2º mistério=

 

 

 

3º Momento: “1Quando terminou a festa de casamento, Tobite chamou Tobias e disse: «Filho, não te esqueças de pagar ao homem que foi contigo. Além do que tínhamos combinado, vamos dar-lhe uma gratificação.» 2Tobias respondeu: «Pai, quanto é que devo pagar? Mesmo que lhe desse metade de tudo o que trouxe, eu não perderia nada. 3Ele trouxe-me de volta para casa são e salvo, curou a minha mulher; ajudou-me a trazer o dinheiro e ainda por cima te curou. Que posso eu dar-lhe como gratificação?»  4Tobite disse: «Meu filho, ele merece metade de tudo o que vocês trouxeram.» 5 Tobias chamou então Rafael e disse: «Aceita como pagamento metade de tudo o que trouxemos e vai em paz.» 6 Então Rafael chamou os dois e falou com eles em particular: «Louvem a Deus e, na presença de todos, contem todas as coisas boas que Deus fez por vós, a fim de que todos agradeçam a Deus e louvem o seu nome. Honrem a Deus e digam a todos o que ele tem feito. Nunca deixem de o louvar. 7É bom que os segredos do rei sejam guardados, mas o que Deus fez deve ser anunciado abertamente. Façam o que é bom e não sofrerão nenhum mal. 8Orar com sinceridade, dar esmolas e viver uma vida correcta é melhor do que ficar rico desonestamente. É melhor dar esmolas do que juntar riquezas. 9Pois quem dá esmolas fica livre da morte, e todos os seus pecados são perdoados. Os que dão esmolas terão uma vida abençoada, 10 mas os que cometem pecados e maldades são os seus próprios inimigos. 11Eu já vos disse que é bom que os segredos do rei sejam guardados, mas que devemos honrar a Deus e declarar abertamente tudo o que ele faz. Agora, portanto, vou contar-vos toda a verdade; não vou esconder nada. 12Tobias, quando tu e Sara oraram, fui eu que levei as vossas orações até à presença gloriosa do Senhor. Fiz a mesma coisa, Tobite, quando tu enterravas os mortos. 13Naquele dia em que, sem pensares duas vezes, te levantaste da mesa, saíste sem comer nada e foste enterrar o morto, Deus enviou-me para te pôr à prova. 14Mas ele enviou-me também para te curar e a Sara, a tua nora. 15Eu sou Rafael, um dos sete anjos que estão ao serviço de Deus, o Senhor, e que têm o direito de entrar na sua presença gloriosa.» 16Tobite e Tobias ficaram assustados e, com muito medo, ajoelharam-se e encostaram o rosto ao chão. 17E Rafael disse: «Não tenham medo; fiquem em paz e deem sempre graças a Deus. 18Eu estive convosco porque ele mandou, e não por minha própria vontade. Portanto, louvem a Deus todos os dias e cantem-lhe hinos de adoração.”(Tob 12, 1 – 18)

= hino de adoração e acção de graças=

 

É linda esta passagem da escritura que relata o que Deus faz com os justos. A única retribuição só pode ser o louvor permanente ao Senhor por tudo quanto faz por nós. Não tenhamos vergonha de proclamar com voz forte e clara as maravilhas do Altíssimo. Algumas vezes somos nós chamados a sermos anjos de outros que caminham connosco. Saibamos responder como Rafael: 18Eu estive convosco porque ele mandou, e não por minha própria vontade. Demos também graças, com muita humildade, por podermos ser estes braços de Deus.

=3º mistério=

 

4º Momento: “26Quando Isabel estava grávida de seis meses, Deus mandou o anjo Gabriel a Nazaré, na província da Galileia, 27para falar com uma virgem chamada Maria que estava noiva de José, descendente do rei David. 28O anjo aproximou-se dela e disse-lhe: «Eu te saúdo, ó cheia de Graça. O Senhor está contigo.» 29Maria ficou perturbada com estas palavras e perguntava a si própria o que queria dizer aquela saudação. 30Então o anjo continuou: «Não tenhas medo, Maria, pois foste abençoada por Deus. 31Ficarás grávida e terás um filho, a quem vais pôr o nome de Jesus. 32Ele será grande e será chamado o Filho do Deus altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono do seu antepassado David. 33Governará para sempre os descendentes de Jacob e o seu reinado não terá fim.»

34Maria perguntou então ao anjo: «Como é que isso pode ser, se eu não conheço homem?» 35O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Deus altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso, o que vai nascer é santo e será chamado Filho de Deus. 36Também a tua parente Isabel vai ter um filho, apesar da sua muita idade. Dizia-se que era estéril, mas já está no sexto mês. 37É que para Deus não há nada impossível.» 38Maria disse então: «Eu sou a serva do Senhor. Cumpra-se em mim a tua palavra.» E o anjo retirou-se.” Lc 1, 26 -38)

= Magnificat=

 

Terá sido esta a notícia mais importante dada aos homens, através de Maria. Mais que uma notícia é um convite que pode, ou não, ser aceite. O Fiat de Maria é também ele um desafio para cada um de nós A imitarmos na confiança posta no Senhor. E, como Ela, absorvamos a alegria e a simplicidade de Maria no seu canto o Magnificat.

 

 

5º Momento: “4No decurso de uma refeição que partilhava com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem lá o Prometido do Pai, «do qual - disse Ele - me ouvistes falar. 5João baptizava em água, mas, dentro de pouco tempo, vós sereis baptizados no Espírito Santo.»

6Estavam todos reunidos, quando lhe perguntaram: «Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?» 7Respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou com a sua autoridade. 8Mas ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.»

9Dito isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos. 10E como estavam com os olhos fixos no céu, para onde Jesus se afastava, surgiram de repente dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: «Homens da Galileia, porque estais assim a olhar para o céu? Esse Jesus que vos foi arrebatado para o Céu virá da mesma maneira, como agora o vistes partir para o Céu.»” (Act 1, 4 – 11)

=Não fiqueis tristes=

 

Não fiqueis tristes, Eu vou partir: Eu vou partir, mas voltarei. (2x)

 1. Vou preparar-vos um lugar! Não fiqueis tristes, tende fé!

2. Vou enviar-vos o Espírito, que vos dará toda a verdade.

 3. Sereis as minhas testemunhas, para que todos me conheçam.

4. Anunciai a Boa Nova! Vou para o Pai que me enviou.

 5. Ficarei sempre ao vosso lado: onde estiverdes, Eu estou!

6. Hão-de expulsar-vos das cidades; por minha causa sofrereis.

Uma promessa de Jesus - ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo, e uma pergunta com resposta - porque estais assim a olhar para o céu? Resta-nos pois, com júbilo, anunciar aos homens que Jesus está Vivo. Maranatáh! Vinde, Senhor Jesus!

publicado por decordovanaturais às 17:14
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Terça-feira, 9 de Julho de 2019

A Relva

A linda relva verdinha

Sempre toda bonitinha

Precisa de muito sol

E de chuva miudinha.

 

E esta vaca pastosa

Que é sempre tão gulosa

Come a relva toda, toda,

E fica muito amorosa.

 

O bezerrinho mamão

Com toda a sua atenção

Salta e brinca pelo campo

Um pouco longe do cão.

 

E a cerca altaneira

Coberta com a videira

Dá grandes cachos de uva

Que é delícia verdadeira.

 

Benedicta Goarmon

publicado por decordovanaturais às 11:49
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Quarta-feira, 19 de Junho de 2019

Umas quadras aos santos populares

Há santos bem populares

Lembrando dias de festa.

Vamos todos em regabofe

E esquecemos a sua gesta.

 

Passaram por privações

Numa vida dada a Deus.

Somos nós uns foliões:

Mais parecemos saduceus!

 

Na boa sardinh’ assada,

Nas farturas e bifanas,

Vai-se a crença no santinho,

Fica tudo de pantanas:

 

O bife pede cerveja,

A sardinhada, vinho tinto;

Com café vem o bagaço,

O licor com bolo finto.

 

Quando a festa em lua cheia

Logo temos bailarico.

Toca o harmónio em repique

E começa o namorico.

 

Talvez o Santo nos lembre

De rever a nossa Vida

Com a prece e devoção

De uma alma bem sentida.

 

                                      19Jun2019

publicado por decordovanaturais às 15:36
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