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Sábado, 19 de Janeiro de 2019

Eu e o meio envolvente

 

Cada um de nós está inserido num todo que nos cerca e molda de certo modo.

O meu relacionamento com Deus e com a eternidade seria totalmente diferente se tivesse nascido no seio de uma família judaica, muçulmana ou agnóstica, se tivesse vivido junto com outros amigos, ou tivesse vivenciado situações diferente das que me marcaram.

Tentarei recordar as figuras importantes na minha formação e coisas ou situações que me moldaram.

Oitavo, de nove filhos de um casal católico, tive o privilégio de ser educado e catequizado por Pais, Irmãos e Avós, primeira escola por onde passamos todos e que nos vai guiando vida fora.

O terço diário, em família, antes de jantar, ou o acompanhamento silencioso do avô pelo corredor da casa enquanto rezava a via sacra, as três Avé Marias ao deitar, receita do P. José Ribeiro (mais tarde bispo de Timor) quando fiz a primeira confissão ou o Padre Nosso que rezo antes de dormir, ainda hoje me fazem ver a importância da oração. Lamento talvez que saia um pouco mecanizada e pouco pessoal mas espero que consiga refinar esta subjectivação da oração, numa maior intimidade com Deus, que Lhe peço cada vez com maior insistência por perceber quanta falta me faz.

Todos os dias o P. Clemente Ramos ia lanchar lá a casa antes de dar a bênção do Santíssimo na Igreja do Calvário.

Não seriam necessariamente as conversas tidas comigo, uma criança na altura, mas o que é facto é que recordo a sua figura idosa, curvada e a sua voz calma que meus pais escutavam com tanto prazer e respeito. Foi tão importante para mim que já adulto o fui procurar no Minho para onde se tinha retirado antes de morrer.

Já com uns dez anos, outro sacerdote entrou na minha vida: o P. Monteiro, director na Escola Salesiana de Évora, que me convidou a pertencer aos Cavaleiros da Imaculada. Pouco fazia para além de distribuir o jornal que ainda hoje leio com prazer. Também o encontrei já bastante idoso e quase cego, na Escola do Estoril. Não me lembro o que me terá ensinado mas tínhamos grandes conversas sobre tudo…

Na catequese não posso esquecer a Irmã Mª Inês, com a sua voz doce e paciente apesar da diabrura da criançada e a faixa que colocávamos com tanto brio, da Cruzada Eucarística, bem como os cartões onde se carimbava a frequência das comunhões. Fui encontrá-la, já pai de filhas, em Fátima onde vivia a sua velhice.

No Escutismo desde os 7 anos fiz a minha escola de cidadania e quero recordar as figuras que me marcaram como os chefes Soares, da Alcateia, Botelho, do Agrupamento, Guinapo, do Material, Gonçalves Rodrigues, Chefe Geral (de Lisboa), bem como os assistentes P. Mansos, P. Pereira e P. Paulo. Claro que aí deverei também registar os colegas que foram unha com carne comigo, como o Marco António e os manos Fonseca, lembrando o jornal que editámos: o “Alerta em Évora”, com 3 edições escritas à máquina e um ano ou dois com setencils e já com uma tiragem razoável. Bons tempos.

A oração do escuta ainda hoje é rezada por mim:

"Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso,

A servir-vos como vós o mereceis,

A dar-me sem medida,

A combater sem cuidar das feridas,

A trabalhar sem procurar descanso,

A gastar-me sem esperar outra recompensa

Senão saber que faço a vossa vontade Santa.

Amen."

 

Desse tempo não quero esquecer a figura do Cónego Salvador, pároco de S. Pedro, que me deu uma enorme lição sobre o sofrimento aceite com paciência, mais tarde reaprendida com o Papa João Paulo II.

A idade foi contando e recordo que certa tarde o P. Manuel Belo me perguntou num intervalo das aulas no ISESE se queria entrar para um grupo de jovens que se estava a formar. Aí recordo a Cacilda Trindade, a Julinha Fernandes, a Mª José Nogueira, a Célia Tostão, o António Campos e pouco mais que a memória já vai esquecida. Foram os tempos em que se começou a alicerçar a preocupação social a par da religiosa. Participámos no gérmen da CVX – Comunidades de Vida Cristã. Só não me deixavam cantar…

Muito mais tarde comecei a apreciar o P. Augusto da Silva pelo esforço que fez de manter a chama do ISESE, da Revista “Economia e Sociologia” e do Gabinete de Estudos (em que eu participei com o Gabriel Mimoso, o António Ferreira Pinto e o Jacinto Morte, num estudo de rácios económicos para empresas, bem como com o José Luís Vieira de Castro e o Primo Carrapiço).

Fiz parte da Conferência de S. Vicente de Paulo e da JEC, assisti a algumas reuniões do Mundo Melhor de que memorizei o hino pois me incentivou na minha juventude:

Tudo era triste na vida sonhada

Quando se ouviu em mim a voz de Deus.

Então o Amor, em nova madrugada,

Deu luz, sentido e rumo aos sonhos meus.

I

Sempre em sacrifício,

Livre e independente,

Forte para a luta

No meio ambiente,

Alegre na esperança,

Sem medir o amor,

Dar a vida toda

Por um Mundo Melhor.

II

Em todas as horas

Demo-nos as mãos,

Como uma só chama

Pois somos irmãos.

Todos muito unidos

Nunca estamos sós,

Presente está Cristo

No meio de nós.

III

Morrer p’la unidade,

Aventura imensa,

Ver todos a amar-se

Sem mais recompensa.

É então que o sonho

Se torna fecundo:

Somos nós com Cristo

A salvação do mundo.

Coro

Por isso hei-de cantar Aleluia  (3 vezes)

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

 

Fui encontrar o P. Manuel Vieira Pinto como então bispo de Nampula e foi aí, e dele, que recebi o sacramento da confirmação em 1973.

Ao voltar a Évora, depois da tropa e do trabalho na Sogerim, em Lisboa, integrei-me com a Alice no Caminho Neo Catecumenal que muito me ajudou a encontrar um prazer no estudo da Biblia. Desse período, que durou cerca de 16 anos, recordo os catequistas Pilar, Miguel, Helena…, mas também o Mons Vicente e o Cónego Lourenço.

Enquanto migrante no Algarve, muito me ajudou o pároco de Santa Luzia, o P. Nabais, com o seu sotaque brasileiro e com os cânticos que eram verdadeiras catequeses para adultos, com a pequena capela sempre cheia.

Enquanto Servita não posso esquecer o P. Morgado, capelão do Santuário de Fátima, para mim um dos mais espirituais pregadores de retiros de doentes, que transmitia toda a sua vida em cada uma das conferências e a todos comunicava Paz.

Leal companheiro do P. Paulo, o P. Miguel Lencastre com a sua mensagem carismática e muito dedicado a Nossa Senhora, Rainha e Mãe três vezes admirável de Schoenstatt induziu em mim a vontade de fazer uma Aliança de Amor com Maria. Ele e sua Irmã Margarida, juntando toda a família, conduziram-nos a Ceuta para entronizarmos na sua catedral a imagem de S. Nuno Álvares Pereira:

“Ai que festa, linda festa,

Como esta não se usou.

A Ceuta, trazer São Nuno,

Foi o que mais agradou.”

(adaptado de um cante alentejano, aquando de uma visita real a Beja)

I

Foi mui bem organizada,

Vista momento a momento.

Fez-se quete e orçamento…

Muitos nomes registados,

Fomos todos convidados,

Pois era uma grande gesta

Combinada com ardor:

Uma Aliança de Amor.

Não há outra como esta,

Ai que festa, linda festa.

II

Em momento de oração

Se lembrou P. Miguel,

Sendo a Maria fiel,

De cumprir esta missão

Rezando pela União.

A esforços não se poupou:

Portugal, Brasil, Angola,

Incluindo este artola,

A seus amigos falou:

Como esta não se usou.

III

Em madeira, e da boa,

Foi fabricada a imagem,

Sem defeito ou dobragem.

E não foi feita à toa,

Em santaria bem boa.

Num espírito forte e uno,

Peregrinos de Maria,

Viemos, como em magia

Num momento oportuno,

A Ceuta, trazer São Nuno.

IV

Não posso nunca esquecer

Esta peregrinação

Nem os amigos de então,

Vindo a reconhecer

Seu sentir e seu saber.

De tudo o que se passou,

Bem comidos, bem dormidos,

Recatados ou atrevidos…

O amor que nos juntou,

Foi o que mais agradou.

O ‘Caldeira’, de Castelo Branco,  22Agosto de 2012

 

Já corri uma vida inteira nesta gesta de recordar.

Talvez não seja pior sublinhar e deixar registada a gratidão para com meus Pais e Irmãos.

Diz meu Pai nos seus versos:

"As saudades que sentimos, /E são medula dos ossos, /

Mostram bem que pertencemos / Àqueles que foram nossos."

Para todos, vivos e mortos, desejo a Paz de Deus.

Afilhado de Nossa Senhora de Fátima, cuja imagem peregrina assistiu ao meu batismo, segundo me contava o P. Paulo, sou servita em Fátima, escravo do Seu Imaculado Coração (e do Sagrado Coração de Jesus) e confrade na Régia Irmandade de Nossa Senhora da Conceição. Que Maria seja minha Mãe, Rainha e Senhora.

publicado por decordovanaturais às 19:02
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