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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

A Simulação e o Simulacro

 Peço perdão por discordar.

 O dicionário prático ilustrado ( o pequeno larousse português) da editora Lello & Irmão, publicado em 1997, diz que Simulação é o “acto ou efeito de simular; fingimento” e de Simulacro refere ser uma “aparência sem realidade; fantasma, visão ou representação”. Os étimos latinos são respectivamente simulatione e simulacru.

Da leitura das duas entradas do dicionário não se vê grande diferença de sentido etimológico entre os dois termos. No entanto no meu vocabulário mental surge uma diferença enorme entre estas palavras.

Para mim, Simulação é um fingimento sim, mas com um efeito de treino, exercitação, experimentação de um facto hipotético e não real, para melhorar ou clarificar a resolução de um qualquer problema que, a existir na realidade, já terá pessoas treinadas para o solucionarem normalmente. Diz-se assim de muitos exercícios de bombeiros, defesa civil do território, acções militares, evacuação das escolas, etc…

Pratica-se a simulação para adestrar os vários agentes de modo a que, em caso de necessidade real, possam mais fácil, eficaz e eficientemente resolver os problemas que surjam. Considero-a, pois, uma acção meritória, a que se deve emprestar todo o empenho dos vários actores de modo a ter a máxima verosimilhança e testar todas as possíveis ameaças, encontrar as melhores oportunidades, verificando as fraquezas de cada envolvido, para as corrigir no futuro, e fomentando as forças dos mesmos. É bom simular!

Considero porém que o Simulacro é uma mentira, uma cena montada por alguns actores com o intuito de enganarem os espectadores, fazendo crer que a sua representação é a realidade. Vi, por acaso hoje na televisão uma notícia de uma mulher que mandou matar o marido e que encenou um simulacro para fingir perante os vizinhos que não sabia de nada, levando-os assim, a participar na ‘ilibação da pobre esposa/ viúva’.

Há um ditado referindo que a verdade vem sempre ao de cima como a borra do azeite. Pode a mentira resolver um problema de curto prazo mas não o resolve em definitivo.

 

O Jogo do Parlamento, em boa hora patrocinado pela Assembleia da República, deve ser uma simulação de uma assembleia e do seu funcionamento normal. Através da prática nestas acções lúdicas os jovens estudantes aprendem diversos conhecimentos inerentes a:

- inscrição de uma candidatura;

- funcionamento de uma comissão eleitoral;

- desenrolar de uma campanha eleitoral;

- responsabilidade e consciencialização do direito e sentido de voto;

 - vários papéis numa mesa de escrutínio (presidente, secretários, escrutinadores, representantes das listas e votantes);

- contagem de votos e aplicação do método d' Hondt;

- vários papéis de uma assembleia (presidente, secretários e participantes);

- diversos tipos de moções, distinguindo as suas características para as saber aplicar;

- argumentar, discutir, acordar, votar e… aceitar a vontade dos outros;

- compreender a existência de maiorias, minorias, forças de bloqueio, persuasão da opinião pública…

- aceitar as regras cívicas de comunicação e respeito entre os parceiros.

 

Através dos conhecimentos adquiridos e postos em prática simulada desenvolvem-se competências e, por ventura, descobrem-se vocações políticas.

O Jogo do Parlamento deveria pelas razões acima apontadas ser obrigatório nas escolas. No entanto, na nossa sociedade instalada, em que ninguém se quer apoquentar para além das suas obrigações obrigatórias verifica-se que os alunos não se inscrevem para não terem trabalho e os professores não os motivam porque consideram não ser esse o seu papel.

Uns e outros erram. Os primeiros por perderem um jogo formidável, com ‘muita pinta’ e em que poderiam aprender jogando; os segundos porque não compreenderam ainda que a Responsabilidade Social pessoal desafia a que cada um se exceda nas suas obrigações.

O Jogo do Parlamento é muito positivo se for jogado em plenitude, simulando a realidade. Da mesma forma que não se concebe um jogo de polícias e ladrões apenas com polícias, ou um jogo de xadrez com um único jogador, o Jogo do Parlamento perde 99% do interesse se nele não transparecerem todos os papéis atrás referidos. É que por vezes há o perigo de uma Simulação se transformar num Simulacro!

sinto-me: Desalentado
publicado por decordovanaturais às 19:15
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