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decordovanaturais

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É verdade! Estou em pleno desacordo como já o afirmei por diversas vezes.

Gosto de ler e gosto de ouvir, de escutar o linguajar do nosso português.

Acho piada ao ouvir brasileiros a falar com a sua entoação adocicada que, parece, depressa entra no ouvido. Reparo que os brasileiros imigrados em Portugal continuam com a mesma forma de falar e que muitos portugueses emigrados no Brasil depressa apanham esse sabor. No entanto não me encanta a ponto de o querer eu utilizar. Se dentro de Portugal, um alentejano fala de modo totalmente diferente de um minhoto, por que carga de água terei de utilizar as palavras tal como se escrevem no Brasil? Deixai-os vestir ternos em vez de fatos, deslocarem-se no trem em vez do combóio, terem gerentes em vez de directores e outras esquisitices tais…

Dirão os entendidos que se trata de um modo oral de expressão. E pretendem adaptar para Portugal a mesma ortografia num subjugação absoluta ao poder desse país irmão. No entanto, talvez por ignorância, não consigo compreender como foi possível aceitar tal servilismo a não ser por miseráveis interesses económicos de grandes editoras à procura de um mercado alargado.

Parece-me que se as pessoas expressassem oralmente aquilo que escrevem com a ‘nova’ ortografia depressa verificariam a burrice da inovação pretendida, com verdadeiras corruptelas fonéticas ou gráficas.

Considero que se está a corromper a nossa língua ao ir obrigar as nossas crianças a escrever de maneira diferente daquilo que deverão ler. A concepção passa a ler-se como se fosse uma concessão, um expectador passa a ser um espetador…

Então direi que se as nossas autoridades não travarem a derrocada em que estamos a cair neste aspecto, considero-as como corruptoras da nossa cultura. Em paralelo entendo que são corrosivas as exportações de livros com a nova ortografia para os restantes países Palop onde o acordo não foi aprovado. É que ao mostrar como correcto, às suas crianças, um termo não aprovado no seu país, estarão de facto a corroer a sua  cultura, restos da nossa herança local.

Muitas vezes, ao escrever, penso no étimo da palavra pretendida. Com a ‘nova’ ortografia perde-se esta ferramenta fundamental que irmana a nossa a outras línguas europeias e nos ajudam a compreendê-las.

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