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decordovanaturais

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07 Mar, 2014

Meditando

 “Hoje é um dia consagrado ao Senhor nosso Deus. Não vos entristeçais nem choreis, porque a alegria do Senhor é a nossa fortaleza.” (Ne 8, 9-10)

Estamos na Quaresma, período que a Igreja nos dá para em silêncio e ouvindo mais claramente o chamamento de Deus, nos convertermos e O desejarmos.

Com o salmo 94 podemos cantar “Vinde, exultemos de alegria no Senhor. Aclamemos a Deus, nosso Salvador. Vamos à Sua presença e demos graças, ao som de cânticos aclamemos o Senhor”. E no salmo 23 aparece uma pergunta: “Quem poderá subir à montanha do Senhor? Quem habitará no Seu santuário?” mas logo nos dá a resposta que é bem simples: “o que tem as mãos inocentes e o coração puro, quem não é vaidoso e sabe amar.”

Daqui podemos, cada um de nós, fazer um propósito: querermos habitar no santuário de Deus, isto é, sermos um só com Ele. Peçamos-Lhe que nos lave as mãos, nos dê um coração puro, arranque a nossa vaidade e nos ensine a amar. Ora Jesus já lavou os nossos pecados com o seu sangue e o Espírito Santo quer envolver-nos no seu amor. Só precisamos de reconhecer isso mesmo com gratidão. Jesus deu a Vida por mim, porque me ama e me quer salvar. Obrigado Jesus pela vossa oferta, mas obrigado também pelo vosso exemplo. Convidais-me, Senhor, a que eu também ofereça a minha vida, os meus sofrimentos, as minhas fraquezas. Há tanta gente que já ouviu falar de Vós mas não vos conhece; Há tanta gente que vos conhece mas não vos sabe amar; Há tanta gente que vos queria amar mas não compreende o poder da oração, da entrega, da aceitação da sua fragilidade.

A grandeza do homem resplandece quando louva a Deus pelo que podemos dizer com o salmo 99 “Sabei que o Senhor é Deus, Ele nos fez, a Ele pertencemos, somos o seu povo, ovelhas do seu rebanho. Glorificai-O, bendizei o seu nome. Porque o Senhor é bom, eterna é a sua misericórdia, a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

Por vezes é difícil perceber a história que o Senhor quer fazer connosco e questionamo-Lo como Moisés: “Porque afligis este povo? Porque me enviastes? Desde que me apresentei ao faraó para lhe falar em vosso nome, ele tem maltratado este povo e Vós de nenhum modo livrastes o vosso povo.” Tenhamos confiança em Deus porque Ele sabe o que nós precisamos.

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: «não endureçais os vossos corações como em Meribá, como no dia de Massá no deserto, onde vossos pais me tentaram e provocaram, apesar de terem visto as minhas obras».”

É justo pedir a ajuda na nossa fraqueza: “ouvi, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração. Dos confins da terra por Vós clamo… porque me desfalece o coração”. Será que o coração não desfalece pelas tentações em que me deixo cair mais do que pelas provações do dia-a-dia?

Talvez essas provações sejam necessárias para que nos apercebamos da nossa fragilidade, para compreendermos que não somos senhores da nossa felicidade egoísta, que somos criaturas e não criadores. Diz-nos Santo Agostinho: “Ninguém se conhece a si mesmo se não for provado, ninguém pode receber a coroa se não tiver vencido, ninguém pode vencer se não combater, e ninguém pode combater se não tiver inimigos e tentações”. A certeza é de que neste combate não estamos sós, não fomos abandonados. O Senhor Jesus, que venceu as tentações e que pela sua ressurreição venceu a morte, está connosco. É nosso aliado nesta luta, é o nosso general sob cuja bandeira lutamos e por isso podemos estar seguros da vitória. “Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos. A mão do Senhor fez prodígios, a mão do Senhor foi magnifica, a mão do Senhor fez prodígios.” (salmo 117).

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